You’ve made me very huhu!
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Ele era assim…
Sempre vou lembrar…
Das suas patinhas caminhando sobre meu corpo embaixo da coberta, sua língua fazendo cósquinhas em meu pescoço, seu nariz úmido cheirando meu nariz e seus dentes tentando mordiscar minha orelha enquanto você feliz repousava nos meus ombros…
Nós dormíamos e acordávamos juntos enquanto você era filhote, eu te alimentava, aquecia e amava incessantemente,
Você cabia na minha mão no começo e no meu colo no fim…
Já foi meu gordo, minha bolinha de pelos, meu floquinho de neve e ontem era meu magrelo, meu doguinho, meu cegueta.
Não foi o melhor cachorro do mundo, não salvou vidas nem descobriu bombas e drogas escondidas… Mas salvou a minha vida todas as vezes em que eu estava mal e veio se deitar comigo, todas as vezes que batia a cabeça nas minhas pernas e pedia carinho.
Lembro de tudo que passamos, de quando você derrubou um prato de espaguetti ao sugo na sua cabeça as 3 da manhã, me obrigando a lavá-lo e retirar todo aquele grude do seu longo pelo branco, de nossos passeios no fim da noite, quando eu chegava do colégio, da sua estranha mania de se pendurar nos meus ombros e morder meu cabelo, dos pulos que você dava atras dos montes de grama, sumindo e aparecendo feliz da vida com a língua pendurada e os olhos cegos mais brilhantes do mundo, das noites que passei acordada, segurando suas patinhas quando estava doente, dos tenis, ursos, fios e blusas que destruiu… hahaha, você era fantástico, um anjinho e um pestinha.
Você esteve comigo durante toda sua vida, nossa ligação foi mais do que especial, você se despediu de mim. De alguma maneira eu já sentia isso… Agora você se foi, mas sempre estará comigo, meu pequeno Peter.